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VESTIMENTA PRISIONAL E DIGNIDADE HUMANA: DECISÃO DE HONG KONG GERA CONTROVÉRSIA

  • Leonardo Borges Lages
  • 16 de jan.
  • 1 min de leitura

O Tribunal de Primeira Instância de Hong Kong rejeitou uma ação que alegava discriminação sexual no código de vestimenta das prisões. A contestação questionava a regra que permite a presos homens usar shorts no verão, enquanto obriga presas a usar calças compridas. O tribunal entendeu que homens e mulheres em situação prisional enfrentam circunstâncias distintas e que a diferença no vestuário é justificada por necessidades específicas das mulheres, como maior expectativa de privacidade, sensibilidade ao frio e preocupações com atenção sexual indesejada.


O juiz considerou que a política não impõe tratamento menos favorável às presas e destacou que há possibilidade de solicitar roupas especiais caso surjam problemas de saúde. O governo celebrou a decisão como uma confirmação de seu compromisso com um ambiente prisional seguro e humano, enquanto representantes de direitos humanos criticaram a medida por considerá-la desumana em temperaturas extremas.


O caso foi movido pela ativista detida Chow Hang-tung, que segue presa aguardando julgamento por acusações relacionadas à Lei de Segurança Nacional, apesar de uma condenação anterior ter sido anulada.


 
 
 

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